"No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor sentado num trono alto e elevado. O seu manto se estendia pelo Templo inteiro, e em volta dele estavam serafins. Cada um deles tinha seis asas: com duas eles cobriam o rosto, com duas cobriam o corpo e com as outras duas voavam. Eles diziam em voz alta uns para os outros: “Santo, santo, santo é o SENHOR Todo-Poderoso; a sua presença gloriosa enche o mundo inteiro!”. O barulho das vozes dos serafins fez tremer os alicerces do Templo, que foi ficando cheio de fumaça. Então eu disse: — Ai de mim! Estou perdido! Pois os meus lábios são impuros, e moro no meio de um povo que também tem lábios impuros. E com os meus próprios olhos vi o Rei, o SENHOR Todo-Poderoso! Aí um dos serafins voou para mim, segurando com uma tenaz uma brasa que havia tirado do altar. Ele tocou a minha boca com a brasa e disse: — Agora que esta brasa tocou os seus lábios, as suas culpas estão tiradas, e os seus pecados estão perdoados. Em seguida, ouvi o Senhor dizer: — Quem é que eu vou enviar? Quem será o nosso mensageiro? Então respondi: — Aqui estou eu. Envia-me a mim!" Is 6.1-8
Toda a ação de Deus em nosso favor precisa gerar uma reação nossa em favor de outros.
No caso deste texto, Isaías viu a glória de Deus e pôde, a partir deste encontro, experimentar Sua misericórdia e Seu amor. Na busca da Glória Divina ele encontrou amor, bondade, perdão e purificação.
Logo depois dessa experiência remidora Isaías ouve um clamor, um pedido, uma solicitação: "— Quem é que eu vou enviar? Quem será o nosso mensageiro?" Deus, após sua demonstração de piedade e misericórdia em relação ao pecador Isaías, teria todo o direito de exigir-lhe a paga por sua bondade, entretanto não é essa a forma de Deus agir.
Sua graça, Sua maravilhosa e infinita graça nos alcança sem pedir nada em troca, favor imerecido e gratuito, mesmo para nós que muitas vezes somos reputados como inalcançáveis e indignos.
Mas o que podemos ver nesta história é que Isaías se dispõe: "Então respondi: — Aqui estou eu. Envia-me a mim!" O encontro com a Glória, a bondade, o amor e a misericórdia Divinos mudou algo no coração de Isaías. Este encontro o tornou "disponível". Ele não foi obrigado a se voluntariar, mas foi o amor de Deus que o "constrangeu" (II Co 5.14).
Agora fico a me perguntar: "Será que meu encontro (ou meus encontros diários) com Deus têm mudado algo no meu coração? Será que, da mesma maneira que Isaías, tenho dado a devida importância ao meu encontro com o Divino? Será que o amor de Deus tem me constrangido a fazer um pouco mais? Será que este (s) encontro (s) têm me tornado um "servo" disponível? Será que realmente tenho tido um encontro com a Glória de Deus?"
Deus nos toca com sua santidade e em resposta devemos levar esta mensagem de santidade àqueles a quem Deus nos enviar. Ver e experimentar a glória de Deus em nossas vidas significa ter que espelhar tal glória a todos que nos rodeiam. Que possamos ser o reflexo daquilo que temos vivido diariamente com Deus!!